quinta-feira, 17 de maio de 2018

Cidade Escola: Transformando vidas



Um dos principais objetivos do programa Cidade Escola é criar caminhos para a transformação da vida de toda e qualquer pessoa da comunidade alfenense. Entre tantas opções de atividades ofertadas para se atingir esse objetivo, existe uma que cumpre, literalmente, essa função.

Alguém acreditaria que um curso de oratória, tradicionalmente feito para a desinibição das pessoas falarem em público, seria capaz de ir muito além e provocar mudanças radicais na vida de muita gente?



Pois é exatamente o que acontece há 31 anos com o trabalho desenvolvido pelo professor Nivaldo José Pio Martins. Prestes a completar 50 anos de vida, Nivaldo percorreu essa longa trajetória passando por diversas experiências, pessoais e profissionais, que permitiram a ele um conhecimento maior sobre si mesmo e as dificuldades encontradas pelas pessoas para evoluírem como seres humanos.









Seminário onde Nivaldo estudou
Nivaldo nasceu na cidade de Alterosa. É filho de agricultores. Todos os irmãos são dentistas, mas, aos 12 anos, começou a seguir outro caminho. Queria ser padre e até os 20 anos estudou em dois seminários. Primeiro, na Ordem dos Camilianos, em Monte Santo de Minas e, na sequência, na Ordem dos Franciscanos, na cidade de Andrelândia, divisa entre Minas Gerais e Rio de Janeiro. “Fui frei franciscano. Estudei psicologia e parapsicologia, que trata de fenômenos paranormais. Não concluí os quatro anos de Teologia, fiz só dois anos de Filosofia. E ainda teria mais um ano de noviciado. Foi uma das maiores tristezas de minha vida quando deixei o seminário. Ajoelhei em frente ao sagrado, que era a minha fé, e falei para Deus: 'Desculpa ter gastado tanto tempo aqui, mas não quero ser padre. Mas, prometo fazer tudo aquilo que iria fazer em cima do altar, fora dele. Vou servir as pessoas, sem ter que estar debaixo desta batina. Garanto isso ao Senhor. E foi isso que me propus a vida inteira, ajudar as pessoas”.




E cumpriu a promessa. Muitos anos depois, quando criou seu próprio curso de oratória, Nivaldo descobriria as razões que o levaram a esquecer o sonho de ser padre. E, muito mais do que isso, a compartilhar essa experiência com seus alunos. “Talvez tenha saído do seminário por ser um ambiente muito fechado. Não concordava com muitas coisas que via e te forçavam a fazer. Por exemplo, mostravam um Deus que era diferente daquilo que eu sentia. Porque não é aquele Deus repressor, aquele Deus que você tem que ir na missa todos os domingos, aquele Deus que você tem que estar ali, aquele Deus que, se você não fizer assim, será castigado. Não via dessa forma e, desde muito novo, comecei a perceber que não deveria ser assim. Porque, se existia um Deus, era um Deus amor, bondade, um Deus que dava oportunidades para todo mundo. Ficava imaginando: ‘Se você que é pai, teu filho se droga, bebe, mata, faz tudo, e ainda assim, você tem a capacidade de perdoar, ter dó, chorar por ele, o que não seria, então, com um ser que é amor puro, que tem muito mais para dar para nós. Comecei a perceber que, na verdade, tudo que faziam em nosso mundo era o nosso pensamento, que havia um distanciamento entre a realidade que vivia e a do mundo. A consciência de tudo isso não veio rápido para mim, demorou, fui evoluindo”.

Em 1989, Nivaldo mudou-se para Alfenas. Começou a trabalhar como professor na rede pública. Dava aulas de Religião e Filosofia nas escolas Judith Viana e Professor Viana. “Tem alunos que me reconhecem nas ruas até hoje, mesmo passados quase 30 anos”.


Camiseta do Cena Set
Mas, Nivaldo não ficou popular e conhecido apenas nas escolas. O caminho até a especialização em oratória teve parada também no mundo das artes. Em 1987, ele montou sua própria companhia de teatro batizada de Cena Set, na cidade de Alterosa. Foi ator e diretor teatral durante vários anos. Curiosamente, agora, em 2018, fará uma nova versão da primeira peça criada por ele, em Alterosa, e que ficou em cartaz durante 25 anos em diversas cidades da região Sul de Minas Gerais. “Escrevi sete peças, cinco para adultos e duas infantis. Mas, o carro chefe, foi ‘Cipriano e Alípio – Os dois filhos da PU-reza’. Foi a partir dela que a Cena Set se transformou em minha primeira escola de teatro, em 1998, e se tornou uma das mais importantes de Minas Gerais, formando mais de 3 mil alunos, com filiais em mais de 15 cidades como Carmo do Rio Claro, Boa Esperança, Varginha e Pouso Alegre. A única pro-Profissionalizante do Sul de Minas. Também trabalhei como delegado do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de Minas (Sated). Formava atores profissionais, para tirarem carteira profissional, o famoso DRT”.




O trabalho desenvolvido no teatro deu resultado. “Minha escola revelou, a nível nacional, vários artistas que brilham na telona, telinha e nos teatros, como Pri Borges e Rodrigo Negrini. Ela é hoje uma das mais competentes coordenadoras de Cultura, na cidade de São Paulo, e ele, dançarino, fotógrafo e ator em uma peça com Cláudia Raia. Também formamos Luiza Tiso, Thiago Bob, Clarice Veiga e Marília Ribeiro. Temos também um aluno formado por nós, trabalhando na UFMG, em Belo Horizonte. Valeu cada segundo, valeu cada crítica. Alunos que são hoje meus afilhados, amigos, irmãos e filhos”.



A entrada no mundo da oratória começou no ano de 2002, quando Nivaldo foi convidado pela Unifenas para fazer seu primeiro curso. Bem diferente do que faz atualmente e, há 7 anos, com seu próprio método. 

“Fiz um tempo e parei. Fui fazer outras coisas. Esse curso era outra linha, somente para alunos da faculdade de Direito. Era para ensiná-los a falar em público, no caso deles, nos tribunais, defender teses. Mas, neste mesmo ano, a menina que trabalhava comigo foi embora. Éramos em dois, então, decidi parar, não fazer neste formato”.










Seis anos depois, em 2008, Nivaldo reabriu novas turmas do curso de oratória dentro da Unifenas. Começava, também, neste momento, uma outra etapa em sua carreira profissional, dentro da mesma universidade. “Sou professor de Oratória em Comunicação há 10 anos. Especializei-me. Já havia feito cursos, como o de Alta Performance em Oratória, Liderança em Oratória. Hoje, sou líder em Oratória. Só que, dentro desta oratória, senti uma necessidade, um vácuo, algo que não me chamava mais a atenção”.




Nivaldo descobriu rapidamente as razões para pensar em um novo modelo de curso de oratória. “O que acontecia com os grandes cursos de oratória é que a pessoa ia para São Paulo, pagava 2 mil reais em um curso e, chegando lá, via toda a tecnologia armada. Câmeras, cinegrafistas filmando. Para que filmar? Eles pediam para a pessoa dar uma entrevista antes e depois de o curso terminar, para analisar sua performance. Mas é aí que entra a enganação, porque uma coisa é a nossa conversa, aqui, não te conheço, nunca te vi antes, aí, vou conversar com você de uma forma. Só que vou ganhando intimidade com você, e, evidentemente, no dia seguinte, ou dois dias depois, já estamos íntimos, brincando, falando com mais desenvoltura. Nestes cursos, os professores tentavam te provar, que, apenas durante o curso já havia acontecido uma melhora. E nada disso acontecia. Na verdade, a oratória, é uma ‘chavinha’ que as pessoas começam a virar na cabeça. Deixo isso muito claro no começo dos meus cursos, que ninguém vai sair dali orador, mas, com certeza, sairão mudados, transformados, e prontos para fazerem isso lá na frente. Basta exercitar, porque, na vida, nada vem de graça. As pessoas acham que milagres acontecem só com as coisas que vem de Deus. Acham que Deus é uma via só e única, mas, na verdade, é Deus e você. Deus e ação”.



E Nivaldo decidiu, então, criar um método próprio em seus cursos de oratória. “Criei uma nova forma, um método meu. Tinha um curso tradicional, mas, dentro dele, comecei a perceber que as pessoas faziam o curso, mas, passada uma semana, voltavam a mesma coisa. Era só um processo muito rápido de desinibição, porque começavam a conhecer as pessoas e ganhavam intimidade com o professor. Foi, então, que percebi que meus cursos teriam de ter algo muito mais elaborado. Observei que a oratória era um processo muito além daquilo e que tinha de trabalhar a inteligência emocional e outras coisas mais. Deveria ter um pouco de psicologia, de entendimento deste processo de transformação da mente, que vai desde a Parapsicologia até a Física Quântica. 



Tudo isso para que, a partir do momento que entenderem a força que tem dentro de si, possam começar a trabalhar esse processo de desinibição. Quando uma pessoa procura um curso de oratória, sempre chega com o mesmo pensamento de apenas aprender a falar em público. Na verdade, é falar com você mesmo. Falar com o outro, não tem segredo, é saber se ouvir. É mais um curso de ‘escutatória’ do que ‘oratória’. É neste contexto que começamos a ver a necessidade dessa questão do ser humano, do confiar no outro, tocar no outro, de saber que aquela pessoa que está ali, ao seu lado, pode te ajudar de uma ou outra forma. E, ainda, que essa energia trocada é sabedoria que estamos ganhando inconscientemente”.



Após vários anos experimentando diversos tipos de relações humanas, no seminário, teatro e escolas, Nivaldo descobriu através de uma teoria revolucionária um novo caminho dentro de seus cursos de oratória. “As matérias, os cursos que fiz, ainda não haviam me dado a consciência que tenho hoje. Adquiri tudo isso há pouco tempo, coisa de 5 anos. Fui estudar Física Quântica, em um curso em São Paulo. Ela começou a me mostrar que tinha tudo a ver com o que fazia nos cursos de oratória. Para quem não sabe, falo em meus cursos sobre parapsicologia, fenômenos paranormais que vi de perto. Parei e pensei, tem tudo a ver com o pensamento, com a forma que vemos o mundo”.



Nivaldo levou anos até descobrir que as pessoas que o procuravam para fazer seus cursos, tinham algo muito maior a resolver do que simplesmente falar bem em público. Um processo que ele vê acontecer, desde os tempos em que criou sua escola de formação de atores. “Foi esse processo de transformação, até chegar neste ponto de sentir a necessidade das pessoas se comunicarem. Não era apenas ser ator. Eu ficava com muita dó, muita pena, porque percebia pessoas com potencial enorme, que sabiam tudo, mas na hora de colocar as coisas para fora, não sabiam vender seu próprio produto. Dizia para mim mesmo: ‘Gente, que pecado’, pessoas boas dentro da comunidade, que tinham muito para produzir, mas não produzem, ficam fechadas no seu cantinho, porque não sabem se comunicar”.






Até que um dia, Nivaldo decidiu incluir seu projeto dentro do programa Cidade Escola. “Quando Luizinho chegou no seu segundo mandato, decidi que era hora de apresentar todo esse projeto, porque, até então, eu era apenas o diretor do Teatro Municipal. Fui diretor durante 8 anos. Foi aí que decidi apresentar uma proposta diferente a ele, que era a de transformar pessoas, com toda essa linha de pensamento e atividades praticadas durante o curso. Oratória com Inteligência Emocional”.




E a procura pelo curso de oratória de Nivaldo, gratuito, dentro do Cidade Escola, foi enorme. Várias turmas, centenas de pessoas já sentiram essa incrível experiência. “São homens, mulheres, profissionais, estudantes, todas as classes, desde donas de casa até grandes empresários. O Paulo Henrique e o Néris, da empresa Paulineris Transportes fizeram o curso. São grandes empresários, tem mais de 500 funcionários, trabalham em mais de 3 mil cidades. Eles viram a necessidade da comunicação. Não precisariam fazer nada disso, pois tem gerentes que poderiam fazer isso por eles, mas quiseram vir, fazer o curso de oratória para mudar essa visão deles. Nós já vivemos várias eras, caverna, agricultura, industrial, e, agora, estamos vivendo a era da informação. Quem contem informação é quem se dá bem na vida. É o que todos chamam hoje de ‘conteúdo’. O que digo a eles, sempre, no começo do curso é que, ‘teu sucesso profissional está diretamente ligado à sua capacidade de comunicação’, porque, uma coisa é o conteúdo, outra coisa, é a sua capacidade de lidar com as pessoas”.



Durante dois meses, uma vez por semana, centenas de pessoas começaram a transformar suas vidas com o curso de oratória do professor Nivaldo. Mas, afinal, o que acontece nestas aulas? “São várias abordagens e atividades. Primeiro, a parte de desinibição, entender quem sou eu. Entender a importância do olhar, de ser observador, observar as pessoas. Começar a entender e a praticar a necessidade de falar, nem que seja dentro de uma sala de aula, levantar a mão e pedir para falar. Tive aluno que chegava a vomitar, passava mal, na hora de apresentar um trabalho escolar. Pessoas que não conseguiam sequer apresentar um TCC. Depois, passo a todos o conhecimento de como é forte a mente humana, como ela trabalha. Nesta etapa, mostro e proponho a elas: ‘Você pode ser muito mais forte nisso aqui que apresenta, então, vamos mudar a nossa forma de pensamento? Vamos pensar?’. São formas de superação. Trabalhamos muitas dinâmicas e práticas”.



E, no palco do Teatro Municipal, o grupo passa a se conhecer verdadeiramente. Transformações de hábitos, posturas e sentimentos. “Todos no palco, vamos indo gradativamente. Uma mistura de direção teatral com psicologia. Usamos dinâmicas de desenvolvimento, às vezes, precisamos ver na teoria e sentir na prática. Por exemplo, tem gente nos grupos que não tem o costume de tocar no outro, tem medo. Aí, temos uma aula que é só de toque. Um tocar o outro, passar a mão em seu rosto. Tem gente que ‘desmonta’ nestes momentos. Há também uma aula em que um aluno deve dizer ao outro, ‘te amo’, homem ou mulher. É quebrar crenças, pois temos muitas delas que nos limitam. É a crença de que não podemos fazer isso ou aquilo, de que dinheiro faz mal, não traz felicidade. Somos cheios de crenças, e é aí que começo a quebrar todas elas. Quebrar paradigmas e, em algum momento, todos do grupo acabam quebrando”.



Durante o curso de oratória há um momento fundamental para professor e alunos. “Em uma parte trabalho coaching com eles. O aluno vem sozinho falar comigo. Explico qual seu tipo de inteligência, seu ponto fraco, forte, e faço as observações. Dou exemplos do que fizeram durante o curso. Discutimos os pontos que podem estar impedindo a pessoa de evoluir e começar a trabalhar em cima daquilo. Nestas conversas, acabamos descobrindo coisas incríveis, como algumas que foram violentadas quando crianças, mulher que não se dá bem com o marido, marido que trai e que a mulher não dá atenção, coisas que limitam a evolução da pessoa. Acabamos, na maioria das vezes, mudando completamente a vida destas pessoas”.



Com grupos completamente distintos uns dos outros, quem procura o curso de oratória tem algo a superar ou conquistar. Afinal, quem são essas pessoas? Quem procura este tipo de curso? “O leigo vem procurar a conversa dele, dentro de casa, com o marido, com a empregada, com os filhos. A dificuldade existente na forma de falarem com a mulher, a esposa, casamentos que se destroem, filhos que se suicidam, com 16 anos, por falta de comunicação. Já tive muitos casos. 30 a 40% dos jovens que entram no alcoolismo, começam a beber porque são tímidos. Quando trabalham a comunicação, conseguem chegar nas menininhas que querem, e acabam não vendo a necessidade de beber tanto para ficar à vontade. Temos casos de pessoas que trabalham com vendas que começaram a vender diferente, a acreditar no seu negócio, e deram certo. Já tive psiquiatras no curso, para um deles, perguntei: ‘O que posso te ensinar? Você já é um psiquiatra, já estudou psicologia, se aprofundou ’. E ele me respondeu: ‘Quero aprender mais’. Também tive médicos, diversos profissionais desta área de saúde, donas de casa e até pastores evangélicos”.




Com seu jeito cativante, aliado a todo conhecimento que buscou durante toda a carreira profissional, Nivaldo continuará a trabalhar pela evolução e melhoria das pessoas. Não foi apenas os saberes e a convivência adquiridos no teatro e ainda em todos os cursos já feitos na área de oratória que o transformaram em uma pessoa especial. Ele também já foi jornalista, repórter da TV Alfenas, durante cinco anos. Também não quebrou a tradição familiar, onde todos são dentistas. É graduando em Odontologia, e pretende terminar a especialização em Implantodontia, além de manter um consultório especializado em implantes dentários. Apesar de tantas atividades, Nivaldo não tem dúvidas sobre qual delas o faz feliz. 



“Oratória surgiu na minha vida para ajudar as pessoas, não foi uma necessidade pessoal, porque não dá dinheiro. Apesar de tantas outras atividades remuneradas que já fiz na vida, são os cursos de oratória que me fazem feliz. É a amizade que se faz. A procura do ser humano pela evolução está no outro. O que você tem de bom para me passar? É o que tento passar para todos eles. Quando estou com qualquer pessoa, não estou nem aí para seus defeitos. Ela é ela, com sua qualidade, jeito, característica, cultura de onde veio, nasceu. Ela não tem culpa de ser daquele jeito. Verei nela, suas qualidades, o que posso usar dela para eu melhorar. Só assim vou evoluir. Muitos chegam aqui, sem praticar o perdão, o companheirismo, o cuidado com o outro. Neste ponto, já estou trabalhando essa comunicação interna. Aqui, transbordam todos os sentimentos humanos: chorar, rir, abraçar, tocar. É um show de expressões”.



Nivaldo está sempre indo além na busca pela qualidade de vida das pessoas. Uma nova turma de oratória dentro do Cidade Escola está formada. 40 pessoas em busca do autoconhecimento, evolução.

Em time que está ganhando não se mexe? Com professor Nivaldo é diferente. “Teremos só mais uma turma de oratória, estou mudando o campo. Vamos passar de oratória para trabalhar a inteligência emocional, porque constatei que a procura maior, o problema, não está na comunicação, vai muito além. Tem um lado, dentro das pessoas, que não as deixam falar. É a insegurança, o ‘eu não posso’, pessoas que as limitaram, pai ou mãe. Isso acontece dentro de casa. Vamos trabalhar um curso mais voltado para a inteligência emocional, utilizando a Programação Neurolinguística (PNL), música e teatro terapia”.



A mudança que Nivaldo propõe não é baseada apenas na demanda das pessoas que procuram seu curso. A preocupação com um dado alarmante fez despertar mais uma “chavinha” em sua cabeça. “Está muito bom a oratória? Está ótimo, mas, agora vamos pegar outra necessidade. A sociedade mundial de psicologia está muito preocupada com a população. 70% de todas as pessoas na face da terra tem algum problema psicológico. Eu tenho, você tem ansiedade. É exatamente isso que quero trabalhar com eles, essa tranquilidade. Estamos fazendo o que todo prefeito deveria fazer, que é cuidar de seres humanos. Enquanto estiverem preocupados só em cuidar de ruas e outras coisas, acabam se esquecendo dos seres humanos. Luizinho está cuidando de pessoas e quando se cuida das pessoas, elas cuidam da sociedade, tem ideias melhores”.





Se a preocupação de Nivaldo e do Cidade Escola é com pessoas, que resposta esperar à pergunta, ‘quem é o ser humano para você?’. “Ser humano é um ser vaidoso, que não tem noção nenhuma de sua enorme capacidade de transformação. É um ser que ainda não descobriu o verdadeiro segredo para encontrar sua felicidade, que é, primeiro, trabalhar o seu pensamento, sempre positivo, sempre acreditando. A grande maioria dos seres humanos acredita que podem conquistar o outro quando tem algo maior de bens materiais para oferecer. A partir do momento que perceber que esse poder tem de ser o poder pessoal e não o posicional, tudo mudará. O ser humano pensa no poder posicional, só que este tipo de poder um dia acaba. Quando perceber que é o poder pessoal que vale mais, esquecerá todo o restante e será uma pessoa diferente. É o que está faltando para a humanidade, para os seres humanos”.



E não há frase melhor para resumir tudo o que Nivaldo pensa sobre as pessoas.

Nós só nos tornamos maduros, quando enfrentamos nossa própria solidão! E ela é implacável! Mesmo rodeado de amigos e familiares, um dia ela bate na sua porta, por isso não tenha medo de abri-la. Enfrente-a!!!”








































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