quinta-feira, 3 de maio de 2018

Cidade Escola: A horta de Tharley


O programa Cidade Escola e muitas escolas do sistema público municipal de educação de Alfenas possuem diversas hortas espalhadas pela cidade. Mas, há uma que ganhou um toque mágico por conta do perfil e dedicação de um integrador sociocultural do Cidade Escola.

Seu nome é Tharley Dias Souza. Um engenheiro agrônomo de 48 anos, que trouxe nova vida a um terreno esquecido dentro da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Lago Azul, no bairro de Vila Formosa.


Não foi apenas isso. Tharley acabou redescobrindo seu próprio futuro por conta do projeto da horta que desenvolveu juntamente com as crianças da escola.

Pelo jeito extrovertido e sempre alegre de ser, Tharley tornou-se figura central daquele espaço educacional. Entre as quase 300 crianças matriculadas, não há uma que não o conheça e se divirta com suas brincadeiras e forma de ensinar.



E o que era para ser um simples jardim, transformou-se em uma linda horta. “Trouxe ele para cá, e o apresentei a diretora da escola, Valderes. 

Ela pediu para que ele fizesse algo apenas na área frontal, próxima a entrada da escola. Então, disse a ele que não entendia nada de horta, mas mostrei a área lateral, grande, meio esquecida, terra batida, sem nada, e pedi para que plantasse alguma coisa para colhermos. 












O terreno antes da horta de Tharley
Só que Tharley veio muito aberto e trouxe muito mais do que pedimos. Porque ele trouxe as crianças para a horta, para participarem de tudo. 

A ideia inicial era para elas apenas terem um espaço para caminharem e contemplarem. A forma lúdica e participava que ele tem para envolver as crianças, no momento em que estão na horta é única. 

Ele faz as crianças colocarem a mão na terra, no esterco, plantar de verdade. Sem falar no bom astral e seu jeito divertido. 

Ele faz elas rirem o tempo todo”, afirma o coordenador do Cidade Escola, Marcelo Divino.








Tharley começou a montar sua horta no dia em que começou a participar como integrador do Cidade Escola, no dia 22 de agosto de 2017. 

Em poucos meses, o lugar foi transformado em um espaço encantador. Em oito meses de produção, a horta de Tharley e crianças viu brotar da terra seca e esquecida, uma infinidade de frutas, flores, verduras e legumes. 





Tudo que plantou, colheu. São pés de jiló branco, berinjela, couve paulista, couve da beirada branca, couve manteiga, rúcula, agrião, alface vermelha, beterraba, cebolinha, salsinha, elevante, melissa, funcho, erva doce, erva cidreira, chuchu, batata doce, maracujá, boldo, chicória, espinafre, pimenta biquinho, ixórias e várias outras flores.





Para plantar tanta variedade de mudas, Tharley conta com as 200 doadas por um viveiro localizado na Ponte Alta, e ainda da colaboração da comunidade, pais e mães das crianças e também dos professores. 

Todos começaram a se envolver quando viram os resultados alcançados em tão curto espaço de tempo.





E como tudo começou? “Não havia nenhum projeto específico para a horta. Marcelo chegou e disse: ‘Esse é o espaço para a horta’. 

Comecei pelas manilhas, estavam jogadas lá embaixo, fui arrastando uma a uma, colocando-as de pé e comecei a plantar. 

Iniciei em agosto e só havia terra. Os canteiros existiam, com blocos, mas não tinham nada plantados neles, só terra. 











A primeira coisa que fiz foi organizar os canteiros. Plantei a primeira leva de couve. Trouxe as mudas do lugar que estava trabalhando, pois lá tinha muita couve. 

Depois, achei pneus coloridos, encostados, e que foram usados como brinquedos. 

Fiquei com medo da dengue e resolvi plantar dentro deles. Cebolinhas eram mudas fáceis”, relembra Tharley.












E seguiu construindo espaços incríveis com o que tinha disponível e não aproveitado. 

Criou um estaleiro, feito com uma trave de futebol abandonada após uma reforma da escola, onde plantou chuchus, e que acabou se transformando num espaço de leitura e contação de histórias dos professores para as crianças. 

É o “Cantinho do Chuchu”, do tio Tharley.



Também reaproveitou outros objetos da reforma que seriam jogados fora, como o armário que utiliza na sala de atividades do Cidade Escola, repleto de mudas acondicionadas em potinhos. 

E, na parceria com outros integradores do programa, foi reaproveitando tudo. “Também encontrei uma porta abandonada, e pedi para a Lilian, do Fabricando Brinquedos, para que escrevesse nela, ‘bem-vindo a horta’. 

Fizeram ainda um casal de espantalhos lindos que deixaram as crianças encantadas”.



Na horta de Tharley, na Emei Lago Azul, crianças não apenas contemplam os frutos das plantações. Colocam a mão na “massa” literalmente. 

“Em nossa horta, são as crianças que plantam tudo. Às vezes, proponho, ‘hoje vamos arrancar matinho’. Até nessa simples atividade, proponho algum ensinamento a eles. E explico, na linguagem deles. ‘Não pode ficar o matinho, porque se ele crescer, vai concorrer com a berinjela, e ela não vai crescer e ficar bonita. Também explico sobre a importância de utilizar o esterco. ‘Por que colocamos isso? Porque é o cocô da vaca que faz a berinjela crescer e ficar bonita. E concluo: ‘vocês não comem arroz e feijão para ficarem mais fortes e crescerem? E todos respondem: ‘Siiiim’. O esterco é a comidinha para a berinjela crescer”, explica o sorridente Tharley.



Não é só plantando que se aprende. E Tharley explica mais uma de suas formas de abordagem com as crianças. 

“Dou uma aulinha sobre sementes. Tenho uma coleção delas, guardadas na salinha do Cidade Escola. 

Pego os potinhos, mostro a elas e pergunto: ‘Isso aqui é sementinha do que? ’. 













Quando vou dar essas aulas, pego um prato de frutas, uma goiaba, maça, laranja, e começam a chupar a laranja, por exemplo. E aproveito para perguntar: ‘Onde está a sementinha da laranja’? E começo a mostrar outros potes de sementes como urucum ou quiabo, e vou perguntando: ‘É essa?’. 

E eles vão respondendo: ‘Não, não é essa’. Eles sabem que, daquela sementinha, se plantarmos na terra, nasce o fruto e diversos alimentos. Aprendem se divertindo”.












E dia a dia as crianças aprendem, de forma simples e prática. “No dia de plantar com elas, pego um cabo de vassoura e faço um buraquinho. Tiro a mudinha, dou na mão da criança, e elas já perguntam: ‘O que é isso’? E respondo: ‘São as raízes, é isso aqui que vai puxar a água para ela beber’. É tudo dito num vocabulário bem infantil, para que possam entender. 

Faço só o buraquinho, porque gosto de plantar tudo alinhadinho. Elas colocam a muda nele, afofam a terra e me perguntam se está bom. 

Digo a eles que está. Vão embora, e voltam no dia seguinte para seguir com os cuidados, colocar esterco, limpar, conservar”.









Pelo conhecimento profissional como engenheiro agrônomo, Tharley utiliza técnicas de plantio totalmente naturais. “Não uso nada químico. 

Uso esterco, casca de ovo triturada e pó de café (a borra). 

Misturamos a borra com a casca de ovo e adubamos”.













E tudo, sempre, de maneira mais lúdica, prática e acessível para as crianças. Com paciência e muita alegria, ele ensina e as crianças aprendem de uma maneira diferente. 

“Digo a elas: ‘Uma coisa que podem fazer em casa, é, quando a mamãe fritar ou cozinhar um ovo, pegue a casquinha dele, macete e jogue na sua plantinha. 

Não entro em detalhes, que a casca do ovo é rica em cálcio, fósforo, magnésio, potássio, nada disso, porque eles não iriam entender. 

Converso com as professoras e se elas acharem que faltou alguma coisa nestas explicações, na sala de aula elas explicam”.









Até para explicar detalhes “técnicos” do preparo, Tharley utiliza outra forma didática. 

“Também explico como bater a casca de ovo. Junto as cascas e divido em latinhas. Levo na sala de aula e a professora distribui uma para cada aluno. Aí, chego com um liquidificador e digo a eles: ‘O tio vai fazer mágica hoje. Quem trouxe casca de ovo?’. E todos respondem: ‘Eeeeu’. 

Coloco todas as cascas num processador. E pouco antes de bater tudo aquilo, até quase virar uma farinha, digo a eles: ‘Se sair fumaça é porque a mágica deu certo’. 

E sai, de fato, aquele ‘fumação’. E eles ficam eufóricos. E continuo a propor: ‘Agora, vamos colocar essas casquinhas na horta?’”.







O caminho das pedras de Tharley
E em cada pedacinho de terra plantado, uma nova história de vivências com as crianças. A hortinha de Tharley foi se adaptando até mesmo para dias de clima ruim. Aproveitando britas e tijolos deixados para estoque em uma área do terreno, ele criou um novo espaço que ganhou até um nome. 

“Deus existe, não vou entrar no mérito de religião. Choveu demais e as criancinhas queriam ir até a horta. ‘Tio, hoje é meu dia de ir na horta’, eles não sabem dizer se hoje é segunda, terça ou quarta. E levei, claro, estava tudo molhado. 

Na saída deles, pego uma faquinha e limpo o tênis de cada um, para não sujar as salas de aulas. Mesmo eu limpando, as crianças passam na grama e sujam os pés. 

Só que criança tem que colocar o pé na terra, tem que participar. Parei num canto e fiquei pensando numa solução para o problema das crianças sujarem os pés. 

Deus me iluminou: ‘Vou fazer uma trilha de pedras, porque, quando chover, dou aula só nas pedras’”.




E foi muito além. O lugar foi batizado de “Caminho das Pedras”. Mais um espaço para atividades lúdicas na horta de Tharley e crianças. “E, se der certo, na hortinha, estará escrito “Programa Cidade Escola”. Para formar o nome, preencheremos com alfaces vermelhas, plantadas dentro de tijolos”.

O “Caminho das Pedras” teve ainda de ser adaptado, porque, com Tharley é assim. O espaço da horta é para todos utilizarem. “Uma história relevante para mim foi com o cadeirante que temos aqui. Eu havia fechado com garrafas pet toda a trilha por onde eles caminham. 

Foi um lapso da minha parte, arranquei os pets na hora, quando a professora chegou com ele e a cadeira de rodas. Ele gostava de ir na cadeira de rodas por este caminho. Quando chegava ao local, pedia para que o colocasse no caminho das pedras”.







A prova de que hortas, dentro do programa Cidade Escola, não representam apenas uma atividade ligada à ecologia, é o resultado alcançado com muitas crianças no aspecto emocional e comportamental. “Outro menino, que também é ‘especial’, quando as professoras não davam conta dele na sala de aula, por ser muito agitado, vinha para a horta. Comigo ele acalmava”.















O comportamento do menino tem como explicação um dos princípios básicos do programa Cidade Escola. 

“Ele não gostava de ficar trancado em uma sala de aula, cheio de regras. Depois de uma hora na sala de aula ele se transformava, ficava agitado, fazia de tudo para sair daquela sala. 

Ele se reencontrou na horta com o Tharley. 

Quando dizíamos a ele que tinha de voltar para a sala de aula, começava a novamente ficar agitado”, confirma o coordenador do núcleo Vila Formosa, Marcelo Divino.



Agora é fácil entender porque Tharley se emociona com lembranças como estas. 

“Ele se transformou em meu ‘ajudante’. Pedia a ele para pegar o carrinho, a enxada, tudo que precisávamos para plantar. Neste ano (2018), quando as aulas retornaram, olhei para lá e para cá, e vi que ele não estava por aqui. 

Doeu muito para mim, porque ele teve de sair, para continuar a sequência escolar no Dirce. Fiquei sem meu ‘companheirinho’. 

Foram quase 2 meses de convívio intenso”.









E, diariamente, surgem novas histórias, de plantar, aprender, ensinar, dividir e compartilhar. “Uma das meninas do grupo me pediu para levar uma cabeça de alface, dizendo que a mãe não tinha dinheiro para comprar e queria comer. Só que todos ouviram e também queriam um pé de alface. 

Cuido de grupos que chegam a ter 23 crianças e neste dia só tinha 8 cabeças de alfaces no canteiro. O que fiz? Apanhei duas cabeças de alface, dei uma folhinha para cada uma delas para que levassem até a cantina da escola. 

E levaram até a ‘tia’ que cuida da cantina. Fotografo todo o processo, ela lavando, temperando e depois elas comendo”.








Cada criança participante das atividades que acontecem na horta de Tharley tem sempre uma história diferente para enriquecer ainda mais este cenário mágico nos canteiros da Emei Lago Azul. O que um simples jiló poderia causar? O coordenador do núcleo, Marcelo Divino, descobriu a resposta. 

“Minha sogra participa de uma igreja evangélica aqui da comunidade. Um dia, foi ao culto, e uma menina com uma mochila tirou um jiló de dentro dela. Essa menina mostrou o jiló para todos. O culto não poderia começar sem que antes todos vissem o jiló. Minha sogra entende de plantas e ficou curiosa com essa cena. 

Então, perguntou à menina onde ela teria arrumado aquele jiló. Uma criança com um jiló nas mãos? A resposta dela foi: ‘O tio Tharley, lá da creche, que me deu’. Minha sogra respondeu: ‘Que legal, você estuda lá?’. A mãe da menina disse que a filha anda para cima e para baixo com o jiló, para mostrar a todos que encontrar pelo caminho”.





E a cada causo como este, Tharley aproveita para passar seus conhecimentos à frente. Em sua página pessoal no Facebook, publica diariamente, passo a passo, tudo que acontece pelos canteiros da horta. 

“Ela pediu para mim para levar um jiló para casa. Foi quando também plantamos as berinjelas. Fotografei passo a passo. 

Quando elas começaram como folhas, a dar flor e frutos. Publiquei com o título de três ‘efes’ (F). 

Primeiro é a folha, depois a flor, e, depois, o fruto. 

Qualquer coisa que plantamos segue esta sequência”.








Grande parte da produção da horta de Tharley e crianças é utilizada na própria cozinha da escola Lago Azul. 

Ele não planta amor e alegria apenas na terra. Com seu jeito alegre e extrovertido, parece se divertir mais do que as próprias crianças no dia a dia. 

E não há hora e lugar para que todos esses sentimentos apareçam. “No pátio central da escola, as crianças, na hora do almoço, ficam ali, por detrás de grades. E me viram ali, bem em frente, quietinho, num canteiro, regando um jardim. E começaram a gritar: ‘Ti Tharley, ti Tharley, ti Tharley’. E eu continuava quieto, só pedindo: ‘Para com isso, vão comer, vão brincar’. E elas não paravam. 








Fui buscar um pouco de esterco para plantar uma flor, e, nisso, passa uma senhora perguntando: ‘o senhor é o gordo da horta?’. Respondi que sim. Me chamo Tharley, prazer. E, então, me disse que algum parente dela havia dito que eu cuidava muito bem do jardim da escola e que ela gostaria de me dar um vaso de flor para plantar nos jardins da escola. Agradeci e fui plantar o vaso. E as crianças, na grade, continuando a gritar sem parar: ‘Ti Tharley, Ti Tharley, Ti Tharley’. 

Só havia uma forma de ‘esfriar’ aquela euforia delas. 

Perguntei, então, se iriam querer ajudar a plantar a flor. Claro que responderam com aquele coro de vozes: ‘Siiiiiiim’”.





Tharley é assim, emoção pura quando o assunto é plantar. A paixão pela terra começou desde criança. 

Os pais cresceram nas roças de Alfenas. A mãe era do Chico dos Santos, um bairro rural, e só saiu de lá casada com seu pai. O avô era criador de boi zebu. 

E Tharley cresceu com o sonho de um dia se tornar Engenheiro Agrônomo. Concluiu o ensino médio e prestou duas faculdades, Odontologia e Agronomia. Passou nas duas, mas optou pela paixão e foi trabalhar em outra cidade. “Quando me formei em Agronomia, fui embora para Jacuí. Trabalhei na Coparaíso, em uma fábrica de doces. Plantava frutas, fazia o processamento, polpas de frutas.

Fiquei 5 anos lá, começou muita politicagem, juntei minhas malas e fui embora”.





Tharley retornou para Alfenas. Enviou currículo para um dos empresários mais influentes da cidade. “Trabalhei 12 anos para o Edson Velano. Só saí um ano após sua morte. Trabalhava na Fazenda Vitória, era o gerente. Fazia de tudo, vendia e vacinava gado da raça Nelore, colhia café, levava gado para São Sebastião do Paraíso, anotava toda colheita, era responsável pelos pagamentos. 

Quando entrei na Fazenda Vitória só existia gado. E comecei a plantar café. Decidi sair e fui trabalhar para o Dr Edvar, que tem plantação de cedro e mogno, madeiras de lei. Fiquei 4 anos por lá”.









Durante todo esse período em que trabalhou em fazendas, Tharley construiu uma base. Tem casa própria, carro, é solteiro, não tem filhos. Até que, um dia, ouviu falar em um tal de Cidade Escola. 

“Não conseguia arrumar emprego, até que ouvi alguém comentando sobre o programa Cidade Escola. Não fazia nem ideia do que seria isso. Um dia, fui levar uma amiga que iria conversar com o prefeito Luizinho. Fui junto. E ela comentou com ele que eu era agrônomo, e estava há quase um ano parado. E ele, na hora, recomendou, ‘entra para o Cidade Escola’. De novo, eu ouvia falar sobre o programa. 

Juntei meu currículo, já havia sido destaque na Revista Manchete Rural, tinha escrito um livro sobre a cultura do figo. Levei tudo e passei no processo seletivo do Cidade Escola”.







Com toda bagagem social, cultural e profissional adquiridos, Tharley sabe que a qualquer momento poderá deixar sua horta para seguir a carreira. Engano. A bolsa como integrador sociocultural é pequena, mas o suficiente, pelo menos neste estágio e momento de sua vida. 

Os poucos meses de atividades na horta da Emei Lago Azul trouxeram uma certeza sobre seu futuro. “Criei muito apego a tudo isso aqui na escola. Se arrumar um emprego, terei que ter um dia livre para poder continuar aqui. Quero um serviço que não me atrapalhe com a horta. Não vivo com o valor da bolsa do Cidade Escola, meus pais me ajudam. Mas, não saio daqui por qualquer emprego. Meu irmão já me arrumou um trabalho para ganhar muito bem em Jundiaí. E disse não, ‘me deixa quietinho, aqui’”.






Na linha de provérbios, Tharley reafirma sua postura de que “o dinheiro pode comprar pessoas, mas não a amizade verdadeira”. 

O vínculo criado com as centenas de crianças, pais e professores com sua simples horta na Emei Lago Azul será eterno.






Tharley não está apenas plantando ou ensinando crianças a semear. 

Há algo muito maior nestes pequenos gestos com a natureza. 

É como um outro provérbio indiano diz: “O bem que se faz em um dia, é semente de felicidade para o dia seguinte”.








































4 comentários:

  1. Tenho muito orgulho deste meu amigo. Ele realmente coloca amor no que faz e se entrega de corpo e alma. Estas crianças e esta escola são privilegiadas por tê-lo por perto. Parabéns Tharley, voce merece este reconhecimento. Orgulho de você!

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  2. Que lindo! Muito feliz que minha princesa convive com gente do bem e que a adora! Parabéns por toda dedicação e amor!

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