quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Cidade Escola: Vamos nos encontrar em 2018?




E o ano de 2018 começa no Cidade Escola com muitas atividades. Preparar e qualificar todos que trabalham no programa também é fundamental. Por essa razão, aconteceu o “I Encontro Cidade Escola”, evento que durou uma semana e reuniu quase 250 profissionais envolvidos no programa como integradores culturais, coordenadores, sociedade e voluntários.



Dias de compartilhar saberes, debates e muita reflexão, especialmente sobre dois temas fundamentais para o futuro do programa: respeito e igualdade. Os objetivos são claros: “Levar para os integradores e professores temas importantes na arte de ensinar e aprender com a população, objetivo do programa”, reforça o coordenador do Cidade Escola, Matheus Paccini.

Durante a semana entre os dias 08 e 12 de janeiro, houve palestras e debates sobre temas variados como o da “Igualdade Racial”, ministrada pelo ator Rodrigo Mikelino, “Igualdade de Gênero”, com a socióloga Dani Rosa e a Procuradora do município, Tanilda Araújo, além da “Arte Educação e Desigualdade Social”, com o arte-educador, mestre Pê. Também aconteceram reflexões importantes sobre o atual modelo de aprendizado nas escolas do país e as propostas diferenciadas do programa Cidade Escola, feitas pela secretaria de Educação Tani Rose, pelo coordenador do programa, Matheus Paccini e ainda do prefeito Luiz Antonio da Silva.



Rodrigo Mikelino, ator e palestrante
 Tani Rose, secretaria de Educação, lembrou dos avanços que o Cidade Escola vem provocando na educação alfenense e na vida das pessoas.

“Em nossas escolas, no nosso programa Cidade Escola, tem que caber nossos sonhos, o que desejamos e queremos. Nós acreditamos nisso. Já sabemos do encantamento que a população tem pelo programa. Hoje, nossas escolas já conseguem ser mais abertas. Quando a comunidade participa, porque nosso povo sabe o que quer, a gente resinifica essa educação, que era parada, morte, triste, por uma educação cheia de vida, de sonhos”.









Matheus Paccini (camisa laranja), coordenador do Cidade Escola
O coordenador do programa, Matheus Paccini, foi além, reforçando a forma diferenciada que todos colaboradores do programa devem ter diariamente com a comunidade.

“Temos que quebrar preconceitos, ousar, fazer diferente. Não precisamos de pessoas para fazer o mesmo que vinha sendo feito, caso contrário, nenhum de nós precisaria estar aqui. Acredito no potencial de todos integradores e coordenadores, na nossa união”.












Mestre Pê, arte-educador
Mas foi a palestra ministrada por mestre Pê, um arte-educador com muita experiência de vida, que tocou em pontos cruciais para os participantes do Cidade Escola. Mestre Pê começou com uma pergunta, “vamos falar do que? ”. E emendou a resposta: “vamos falar da arte educação e da desigualdade social! ”. E de imediato outras duas perguntas fundamentais, que dizem respeito diretamente com o trabalho de integradores e coordenadores do Cidade Escola.

“Vamos invadir o que? Vamos invadir aonde?”.

E deixou seu recado. “Vamos invadir os lugares, as mentes, com arte e cultura. Com arte- educação. Com batuque, capoeira, artes plásticas, grafite, dança, bordado, pintura em tela, com a oralidade, a escrita, e assim nós vamos em frente”.





E propôs novos desafios a todos, quase uma “provocação”, utilizando-se de todas suas vivências em outros projetos sociais. “Sou um arte-educador ou sou um artista-educador? Quem sou eu? É a mesma coisa? Não, não é. O artista educador tem que tomar cuidado, para não buscar o holofote, lá na sala onde ele está fazendo a atividade. Aí, vem o meu exercício, que aprendi durante muitos anos, que é o exercício da escuta. Todos os integradores e coordenadores tem que fazer esse exercício da escuta. É muito rico saber ouvir as pessoas, isso te ajuda demais a lidar com os outros. Os problemas de uns, as queixas de outras, os desabafos, umas ideias de outras, ajudam você a amadurecer, e quando se for ‘trocar’, com outras e outros, te dará uma vitamina muito boa. Então, saibamos ouvir”.



Cidade Escola é assim, não tem férias, tem “Colônia de Férias”. É o segundo ano do evento e, desta vez, tudo ampliado, com atividades e recreações espalhadas por diversas regiões da cidade. O número de participantes e profissionais envolvidos também cresceu.

“Tivemos média de 1500 alunos nessa semana, 8 colônias, uma em cada região, duas na zona rural. Cardápio com bolo de cenoura, cachorro quente, tortas, frutas e sucos. Mais de 200 profissionais envolvidos”, confirma Matheus Paccini.






Mas, nas férias, o mais importante é brincar, um dos eixos fundamentais do programa Cidade Escola.

“Todos os dias, nas oito colônias, com resgate de brincadeiras antigas, que é o grande tema da colônia, brincar, o lúdico, prazer, é isso que transforma uma cidade. E Cidade Escola está aí para isso. O coração da gente se enche de entusiasmo! ”.









E teve de tudo um pouco. No CEME, antiga Praça de Esportes, piscinas lotadas, com gincana aquática, além de brincadeiras, jogo de bete, dança, tênis de mesa, futsal, basquete, handebol, vôlei e muita alegria.












E assim foi, também, nos diversos núcleos como os da Escola Dona Zinica, Conjunto Residencial do Jardim São Carlos, Caic, Gaspar Lopes e Barranco Alto.

Outra boa notícia, neste início de trabalhos na educação alfenense, foi o evento realizado no Teatro Municipal, quando o prefeito Luiz Antonio da Silva, recebeu os 172 novos funcionários da Educação.

“Todos concursados e, agora, efetivados. Mais de 80% da nossa população de estudantes passará pelos cuidados da nossa equipe das escolas públicas. Parabéns, sejam bem-vindos”, desejou o prefeito Luizinho.



Maria Clara, paixão pelo balé.
E só assim, integrando escolas e o programa Cidade Escola que Alfenas poderá continuar a colher frutos de uma nova geração, gente com um novo olhar sobre a vida. Maria Clara Batista Piva, a “Mamá”, como é carinhosamente chamada por todos amigos, é o exemplo mais claro desta transformação que o Cidade Escola está promovendo pela cidade. Ela tem apenas 8 anos de idade e está no 3º ano na escola do Caic, um dos maiores núcleos do programa. Até o ano passado, quando se iniciaram as atividades do Cidade Escola, ela tinha apenas uma rotina. “Antes, só estudava, minha mãe me buscava na creche, voltava pra casa e não fazia atividade nenhuma, nada mesmo”.



Com o início do programa Cidade Escola, Maria Clara pode começar a trabalhar todo seu talento e espontaneidade.


“Agora, faço de tudo um pouco das diversas atividades. Já fui campeã de karatê. Comecei com o balé, mas também faço dança, comecei a jogar xadrez, e, agora, vou começar a fazer acrobacias circenses”.











Maria Clara é o que se chama de “talento precoce”.


Desde os dois anos de idade, treinava sozinha, praticando passos de balé, fazendo alongamentos, mesmo sem nunca ter visto nada antes.


No Cidade Escola, conheceu duas professoras que mudaram e se transformaram em referências na sua vida.










Arislaine, integradora de Balé, no Caic.
Arislaine, de apenas 17 anos, é integradora nas aulas de balé e, segundo Maria Clara, fonte de inspiração diária em sua vida.











Neusa, integradora das aulas de dança, em diversos ritmos, garante. “Maria Clara é um talento, todo mundo gosta dela, participa de tudo. Na encenação de ‘A Bela e a Fera’, ela participou da festa de encerramento do 5º ano no Caic. Fizemos uma dança, todos de amarelo. Ficou lindo”.








Apesar de tão jovem, Maria Clara já sonha com o futuro. “Quero ser bailarina. Quando crescer, quero ser professora de balé, quem sabe, um dia, darei aula aqui no Cidade Escola”.

O significado do Cidade Escola para ela, resume a importância que o programa passou a ter para as crianças de Alfenas. “Eu amo o Cidade Escola, aprendo muitas coisas, faço muitos amigos. É muito importante para mim”.








Para a pequena Maria Clara e para quase 10 mil pessoas que já fazem parte das atividades diárias do Cidade Escola.


E é só o início de uma longa jornada de aprendizado, convívio, lazer e integração.












































Nenhum comentário:

Postar um comentário