terça-feira, 26 de setembro de 2017

Cidade Escola: Se veja nos 30 com Mikelino


Um projeto que fez enorme sucesso na primeira versão do programa Cidade Escola, entre 2009 e 2012, está de volta e muito mais atraente. “Se veja nos 30” é um festival de vídeos de curtas-metragens criado e desenvolvido pelo atual coordenador do Cidade Escola, Matheus Paccini, e que teve em sua primeira versão a adesão de centenas de estudantes da rede pública municipal.


Mikelino, no Caic, convidando as crianças
para participarem do "Se Veja nos 30" 
Agora, em 2017, ele retorna de “cara” nova e com um parceiro de peso para torná-lo ainda mais interessante. “Dessa vez, ele vem mais completo, e com a gestão superprofissional do diretor e coach Rodrigo Mikelino. Os alunos/comunidade produzirão curtas-metragens, sobre um tema. Daremos toda a estrutura para a elaboração, com oficinas, rodas de aprendizado. Um site será criado e toda cidade irá votar. Em dezembro, faremos a exibição dos vídeos e teremos diversas premiações, para melhor filme, ator, fotografia, roteiro e vários outros. Mas o mais importante: a integração dos bairros, das pessoas, a percepção do outro”, garante Paccini.


Rodrigo Mikelino é um dos alfenenses que ganharam projeção nacional com o trabalho desenvolvido como bailarino, ator, produtor cultural e diretor. Mikelino mora no Rio de Janeiro há vários anos, mas nunca deixou de retornar à terra natal, para visitar a família e desenvolver peças e projetos culturais na cidade. A motivação, agora, com o “Se veja nos 30”, é total. “Naquela edição, não havia nada conceitual, era cada um por si, fazendo como podia. O legal, agora, é que vamos dar oficinas para os jovens, até novembro.


Primeiro, vamos até as escolas, explicar a eles o que é o projeto. A seguir, começaremos as oficinas, onde vamos ensiná-los a criar e a executar um roteiro, como fazer um roteiro técnico, como fazer a captação de imagens e a edição. O papo é direto. Dizer a eles que farão um filme, utilizando apenas um celular. Eles terão de se juntar em grupos de até 10 pessoas. Cada grupo forma uma equipe, que terá um nome”.

Outra novidade nesta edição do “Se veja nos 30” é o tamanho dos vídeos e filmes que podem ser produzidos. De 30 segundos até 6 minutos, no formato ficção, documentário ou animação. O tema também foi definido: Alfenas tem seus feitiços. “Com esse tema, eles poderão falar de tudo quanto é coisa, mas desde que se refiram a Alfenas. Já fizemos um regulamento, imenso, para permitir que todos, mesmo aqueles que não farão as oficinas do Cidade Escola, também possam participar”, confirma Mikelino.


Rodrigo Mikelino pode ser definido como uma “pessoa inquieta”. Energia e disposição total para os desafios que a vida apresenta. Não é para menos, sua trajetória de vida confirma esse perfil.

Mikelino, 34 anos, é filho do senhor Valdeli Miquelino e de dona Sônia Miquelino. O pai é alfenense há 63 anos e bastante conhecido na cidade, por ter sido professor de matemática em colégios particulares da cidade. A mãe cuidava da casa, dos seis filhos da família. Mikelino é o terceiro filho do casal. Seus pais tiveram importância fundamental em sua carreira de bailarino. O pai, por querer ver o filho lutador. 






A mãe, por acobertar a paixão do filho pela dança, desde os 7 anos de idade. E a Academia Adágio começava a ver se formar um artista. “Eu era muito tímido, minha mãe me colocou numa aula de dança, aliás, antes, na luta, eu e meu irmão, mas na luta (taekwondô) eu não me adaptei. Na sala vizinha a da luta, tocavam músicas clássicas e eu ficava louco. Comecei a sair toda hora da aula, dizendo que ia ao banheiro, só para ver a aula de dança. Ficava no vidro, vendo as bailarinas e bailarinos. Dizia para mim mesmo: ‘quero ser isso”.




Para ele fazer o que realmente queria foi preciso fazer um acordo, um pacto de silêncio, entre professora, mãe e Mikelino. “Um dia a professora me disse: ‘vem, entra’. E respondi: ‘não, não posso, porque estou fazendo luta e meu pai me mata se souber’. A professora então me disse: ‘chame sua mãe para fazermos um acordo’. Chamei e ela foi. O acordo era ela dizer para o pai que eu estava fazendo aula de luta.

Somente oito anos depois o segredo seria descoberto. “Aos 15 anos meu pai descobriu minha ‘mentira’, porque teve uma mostra de dança, no final do ano, da Academia Adagio, e nas reportagens começaram a dizer que havia um bailarino despontando na cidade. Foi aquela confusão. Meu pai dizia que eu não podia ter feito isso, mas acabou aceitando”.





Mikelino (1º, no alto, à esquerda) e a turma da professora
Maria Esther Rosa, a Esterzinha, do Centro Católico.
 
Neste período, entre infância e adolescência, Mikelino descobriria outra figura fundamental no seu futuro profissional e também como pessoa. “Fazia parte da Igreja Matriz, São José e Dores. Comecei a fazer a 1ª eucaristia lá. Era a ‘Esterzinha’ que dava aulas. Era professora de canto, e lá fazíamos teatro, cantávamos, dançávamos, fazíamos de tudo, porque tomávamos conta da missa das crianças, aos domingos, 8 da manhã. Fomos crescendo e após dois anos, ela criou a ‘Perseverança’, um grupo de jovens adolescentes. Fiquei com ela até os 17 anos. Ela é extremamente representativa para mim, me ensinou a cantar, dançar, tudo”.





Mikelino, jovem, no teatro alfenense.
Mikelino formou-se no balé clássico, mas mal sabia ele que uma nova paixão iria mudar completamente sua vida daquele momento em diante. “Minha professora recomendou que também fizesse teatro, para melhorar a performance como bailarino. Ser bailarino era meu sonho, mas quando comecei a fazer teatro, me apaixonei loucamente. Comecei no Teatro Municipal só assistindo, vendo as aulas do Nivaldo (diretor de teatro), de outros atores, assistia às peças do pessoal antigo, como o Zé Broinha. E ali fui crescendo, até que um dia o Grupo Fogazan me chamou para dar uma oficina de expressão corporal. Eles dominavam a questão do teatro, mas não a expressão corporal”.











Paixão pelo teatro, desde os tempos de escola em Alfenas.
E como diz o dito popular que “da primeira vez, ninguém esquece”, com Mikelino foi assim também no teatro, com o Grupo Fogazan. “No final, sugeri montarmos um musical, “Saltimbancos”, e nisso o menino que iria fazer o personagem do ‘cachorro’, adoeceu no dia da apresentação. Todos ficaram desesperados, mas disse: ‘eu entro e faço’. Me apaixonei de vez, porque essa foi a primeira interpretação profissional que fiz, antes, era tudo amador”.





Mikelino também dançou por um bom tempo na companhia de dança MD, do professor Marinho. Participou, inclusive, de um festival de dança, na Itália. Mas, aos 18 anos, enveredou completamente para o teatro. Rapidamente, destacou-se, em dois festivais de teatro ocorridos em Alfenas, recebendo troféus, como melhor ator amador e ainda como melhor diretor e melhor texto. E correu atrás dos seus sonhos. Mais uma vez, o destino colocaria outra pessoa fundamental em seu caminho. “Fui fazer uma oficina de teatro do Wolf Maia, em São Paulo, sozinho, queria ser ator de verdade. Foi quando conheci a Malu Valle, atriz da Globo, e uma das professoras do curso. Ela se apaixonou por mim e me disse: ‘quero te apadrinhar, e aí?’”



Mikelino e Malu Valle, amizade eterna.
Mikelino não sabia o que responder, pois para isso Malu colocou como condição a sua mudança para o Rio de Janeiro, para que pudesse entender e conhecer melhor o teatro. “Disse que não podia, que meus pais não iriam deixar, porque não tínhamos dinheiro. Arrumei um monte de desculpas, mas ela se virou para mim e disse: ‘dinheiro não será problema, porque você ficará na minha casa’. Acabei indo. Fiquei três meses na casa dela, sem comprar um alfinete, uma alface, me deu toda estrutura que precisava. Me orientava para assistir a essa ou aquela peça em cartaz, me tratava mesmo como um filho”.



Três meses depois de chegar ao Rio de Janeiro, uma atitude de Malu também seria decisiva para o futuro de Mikelino. “Ela se virou para mim e disse: ‘é hora de fazer tuas coisas, voar sozinho’. Morri de medo, chorei, mas foi maravilhoso. Lembro-me de ela deixar na cabeceira da minha cama, um texto, sobre uma águia. Dizia que a mãe águia para proteger seus filhotes do perigo, voa até o pico mais alto, escolhe o local mais adequado, e, ali deixa suas crias. Entre um carinho e outro, busca comida para alimentá-los e, assim, o tempo vai passando, entretanto, determinado dia, ela sente que já está na hora deles mesmos se entenderem como águias e os empurra lá de cima. Nesse momento, eles descobrem que tem asas para voar e voam. Foi o que aconteceu comigo, no Rio de Janeiro”.



Mikelino e seu personagem
na novela da TV Record.
E não parou mais de voar, mesmo. Pouco tempo depois, Mikelino estreava na peça “O Mágico de Oz – The Dark Side”, com direção do consagrado ator Cadu Fávero. E logo a seguir, em 2007, fez os testes e foi convidado para fazer a novela da TV Record, “Vidas Opostas”. Parecia estar tudo muito bem, mas... “Comecei a ter um início de depressão, morava na zona sul, mas ali é área só de turistas, ninguém olha na sua cara direito, e eu um cara daqui, do interior, ‘mineiraço’, sentia falta de proximidade de gente. Fui contratado para fazer trinta capítulos, depois me chamaram para mais trinta, e quando ia terminar a novela, não consegui ficar. Ligava para minha mãe, chorando, carência afetiva total, porque estava ganhando bem, na TV, fazendo o que gosto. Enquanto estava lá, na TV, era tudo lindo, mas quando saía para as ruas, era um vazio imenso. Nessa época, morava em uma república, em Copacabana”.


Mikelino na peça "Diário de um louco"
Mikelino decidiu voltar para Alfenas e se cuidar. Poucas semanas depois, a depressão sumiu. “Fiz terapia, mas uma semana depois já estava bem, porque percebi que o que precisava mesmo era só de ‘colo’ da mãe, família, minha terra. Foi quando a Alessandra, coordenadora do Centro de Convivência, me viu nas ruas, pois ela já me conhecia do teatro, e me convidou para ser monitor. Eles precisavam de alguém que não fosse da área de saúde. Foi a experiência mais incrível da minha vida, porque tinha acabado de passar pela depressão. Fiquei quase dois anos por lá. A experiência de estar ali, com os usuários, era como um ‘tapa na cara’. Acabei virando defensor deles nas ruas, brigando com gente que tinha preconceito e falava mal deles. Fazia oficina de teatro. Era a coisa mais incrível do mundo”. Essa experiência foi tão forte que Mikelino acabou, pouco tempo depois, criando uma peça teatral inspirada nos usuários do Centro de Convivência: “Diário de um louco”.


Refeito, Mikelino retornou ao Rio de Janeiro, disposto a mudar, literalmente, de vida. E o acaso, novamente, conspirou a seu favor. “Fui visitar um amigo, na zona norte do Rio. O convite era para passar um final de semana inteiro, mas disse que ficaria apenas um dia. Ficava na Praça Seca, do lado de Madureira. Foi maravilhoso. Quando encontro a zona norte, eu me encontro. E disse para mim mesmo: ‘não saio nunca mais daqui”.








Alexandre Castro (esq) e Mikelino
Foi ali que um amigo mudaria por completo sua vida. “Conheci uma pessoa que me apresentou ao verdadeiro Rio de Janeiro, porque, até ali, só conhecia o lado totalmente burguês do Rio. E passei a me perguntar: ‘onde estava esse tempo todo, meu Deus?’. Foi quando comecei a ver a ‘negrada’. O nome dele é Alexandre, tenho total veneração por ele, no sentido de que não precisava ter feito nada do que fez por mim”.

Neste retorno, agora, no subúrbio carioca, Mikelino começou a se questionar e a se perguntar sobre a razão de tantos jovens não fazerem teatro, igual a ele. “Cadê a galera para fazer os cursos que fazia na zona sul? Falei para mim mesmo: ‘vou passar o que sei pra essa galera’”.


Mikelino e a turma de "Enquadrados", no Sesc Madureira.
E tudo aconteceu rapidamente. Tornou-se parceiro do amigo Alexandre e criaram, juntos, uma empresa chamada “Criouluz”. Até agora, ganharam “quase nada”, mas as sementes que plantaram já começaram a brotar. “A proposta é fazer oficinas de teatro, cinema, tudo que venha dar autoestima, não só para os negros, mas para toda a comunidade. Com pouco tempo do projeto, o Sesc me contratou. A galera da comunidade se envolveu. Conhecemos também uma outra galera do cinema, onde também fazemos cursos. Já formamos quase 100 pessoas, e entre elas, pelo menos 20 já estão em condições de fazer testes para teatro, cinema, porque o projeto quer formar cidadãos, pessoas, não apenas atores”.

E foi neste contato com as comunidades do subúrbio carioca que Mikelino começou a “se entender como artista”. “Porque, até então, eu era apenas ator, ficava esperando o telefone tocar, com convite para alguma peça”.

As experiências vividas nas oficinas do Sesc Madureira, transformaram a vida de Mikelino, ele viu muitos jovens e adolescentes que, sofrendo de depressão, chegavam a se machucar, cortando os braços. “Fizemos uma peça que ‘bombou’ com esse pessoal, ‘Enquadrados’, a ponto do Sesc liberar o espaço para novas apresentações (coisa que não costumam fazer). A peça conta a história destes meninos e meninas com problemas de depressão e se cortam. As pessoas acham que depressão, ou se cortar, é ‘palhaçada’, mas não é, vai muito além disso. Teve dias nas oficinas que mexi, provoquei demais e era uma choradeira incrível. Mas, com o tempo, eles foram entendendo o que estavam fazendo. Dias atrás, recebi um telefonema de uma das alunas participantes da peça que me disse: ‘professor, toda vez que penso em me cortar, lembro da peça, aí eu não me corto’. Pensei comigo mesmo: ‘não fui eu quem causou isso, foi o que ela sentiu o que contou, no teatro, para outras pessoas’. Era disso que ela lembrava para não se cortar novamente. Eram jovens suicidas, vários, meninas, principalmente, de 15 a 18 anos. O teatro tem isso, o papel de melhorar as pessoas”.


Mikelino e Camila Pitanga
E novas portas começaram a se abrir para Mikelino, no Rio de Janeiro. Há três anos, foi convidado para ser o coach da atriz Camila Pitanga. “Comecei a fazer a preparação dela para a novela Babilônia, isso a gente chama de coach, bater textos juntos, fazer a decupagem do texto, separar o que é cena de um e outro, o que é externa, estúdio, horário de chegar, sair. Fiquei a novela inteira, foi um caos, mas aprendi muito, minha primeira experiência fazendo este tipo de trabalho”.



Um ano depois, Mikelino deixou este trabalho e retomou com força total as oficinas de teatro e cinema. “Foi aí que trouxe o cinema para cá, no segundo semestre de 2017. Trouxe a Malu para ser a madrinha da 1ª Mostra de Cinema em Fama, em parceria com a Aryanne Ribeiro e Clarissa Veiga. Nestas oficinas ensinávamos tudo, desde preparação de atores até montagem, gravação, tudo. Fizemos um curta metragem, “Jalí” (https://www.youtube.com/watch?v=Rka57H3B3pA&feature=youtu.be ), fui o ator principal. Foi lindo, para onde levamos o filme ele encanta. Já tivemos menção honrosa em festivais, é sempre muito bem falado”.










Na zona norte carioca, Mikelino (re) encontrou suas raízes e passou a criar uma nova forma de transportar tudo que vem aprendendo para as telas, para os palcos. “É um cinema diferente, da periferia mesmo, um cinema de ‘rataria’, isso mesmo, porque a gente pega a câmera de um, o gravador de outro, a luz de outro ainda, fazemos um mutirão e vamos gravar. Gravamos, editamos e mandamos para os festivais. É assim que a gente descobre esse lado B do cinema, não só o cinema rico, europeu ou americano. É uma outra linguagem, é o cinema ‘negro’, a raiz do negro, tendo o negro como protagonista da história, sempre”.



Não é à toa que Mikelino está trabalhando as questões de resgaste da cultura negra. Desde que partiu para o Rio de Janeiro, há mais de 10 anos, descobriu no subúrbio carioca sua gente, sua raça. Em Alfenas, sua terra, onde nasceu e cresceu, Mikelino passou a perceber que algo de errado aconteceu em sua formação e com sua gente. “Percebi que não tinha amigos negros, em Alfenas. Não tinha, não porque não queria ter, não tinha, mesmo. E achei tudo isso ‘normal’. Alexandre que me traz essa reflexão”.










E já começou a trabalhar de maneira intensa, como sempre fez em sua vida, todas essas questões. Primeiro, com uma peça que apresentou em seu regresso à Alfenas, “A cor que tenho”, e a produção de um novo filme, já em andamento. “Dia 18 de outubro, começamos uma oficina para interpretação no cinema, porque estou fazendo um filme com a galera daqui, que se chama ‘Os filhos da terra’. 








Mikelino e atores de seu novo filme, "Filhos da terra".
Uma história que tem o negro como protagonista da sua própria história. Eles contarão essas histórias e nós vamos dar vida a elas. A intenção é fazer com que essa galera negra de Alfenas, se entenda como negro, porque, caso contrário, acontecerá o que aconteceu comigo, de não se enquadrar, quase perder a identidade. Essas oficinas não serão só oficinas, será um processo de injeção de autoestima neles”.






Mikelino, na Comissão de Frente da União da Ilha.
Com experiências e vivências tão fortes, tanto em sua terra natal, Alfenas, como no Rio de Janeiro, Mikelino não consegue escolher entre uma e outra cidade para se fixar. Nem mesmo o estandarte de ouro conquistado, no carnaval de 2017, quando fez parte da comissão de frente da escola de samba União da Ilha do Governador, a convite do consagrado Carlinhos de Jesus, o fez optar em definitivo pelo Rio.

A resposta à pergunta, Alfenas ou zona norte do Rio? Ele suspira, solta uma imensa gargalhada e desabafa. “Nossa Senhora. É Alfenas e zona norte, porque em Alfenas, estou trabalhando o resgate da cultura negra. Quando fiz o chamamento pelo Facebook para atores trabalharem nesta última peça, para nos encontrarmos no pátio da prefeitura, em frente ao teatro, combinamos 10 horas por lá.



Eu imaginava que viriam umas 5 pessoas. Vieram 16 pessoas. Uma galera do tipo, ‘eu não sei fazer nada, mas tô aqui’. É exatamente disso que eu preciso, ‘porque eu faço você fazer, deixa comigo’. A gente percebe que a galera está com ‘sede’. O Rio de Janeiro é só um espelho para mim, de toda essa realidade de Alfenas. Aqui é o real. Nasci e cresci aqui. Por isso as duas são importantes, lá eu me alimento e jogo tudo aqui”.






E é exatamente isso que Mikelino está fazendo com o festival “Se veja nos 30”, do Cidade Escola. É esperar para ver, em dezembro, o resultado de suas oficinas com as dezenas de jovens que estão participando desta preparação.

É também esperar para ver Mikelino brilhar novamente, no teatro, no cinema, na vida.



















































Nenhum comentário:

Postar um comentário